Enfoque Cristão

12/10/2006 10:50

VERGONHA!!!!




O atual presidente do Brasil, candidato a reeleição, Luis Inácio Lula da Silva disse ao receber a visita de 30 cantores "gospeis" que é o único presidente até hoje que não sente vergonha de posar ao lado de evangélicos. Bom, não sei se isto é de fato verdade ou mais uma das presepadas de nosso presidente que se julga sempre alguém pioneiro em algumas matérias e se gaba sempre disto, mas o fato é que esta turma de cantores "mercenários" (ainda não achei outro termo pra explicar tamanha cara-de-pau para aparecer na midia neste momento)usurpou o nome de "evangélicos" para dar apoio ao inocente presidente.

"A cantora Mara Maravilha foi a porta-voz dos artistas no encontro e disse que jamais eles imaginavam participar de um evento como aquele, mas disse que Lula é muito querido por todos ali. Animada, Mara completou: "tudo que é muito bom é muito perseguido". Mas, segundo ela, "maior que a perseguição será a vitória para a honra e glória do Senhor". Os cantores pensaram em cantar uma música em homenagem ao presidente, mas como a Lei Eleitoral não permite mais esse tipo de manifestação a cantoria foi substituída por uma benção ao presidente Lula".



A questão é que se Lula não sente vergonha de aparecer ao lado de "gospeis", também dicas de passagem, não sente vergonha de aparecer junto a mensaleiros, ministros sanguessugas, vampiros, "homens da cueca", assessores do dossiê, e, não sente vergonha de ter orgulho de sua ignorância e falta de estudos (só no Brasil mesmo pra um presidente ter orgulho disso. Uma coisa é não ter tido condições de estudar, outra é chegar no posto que chegou e permanecer o mesmo. Dá-lhe preguiça!)



Agora se Lula é um sem-vergonha, segundo suas próprias palavras, nós EVANGÉLICOS é que deveriamos ter vergonha de ter nosso nome aliado a um governo corrupto e demagogo como este (não que os outros não sejam também, mas este bateu todas as cotas).



Deveriamos rebater dizendo:EU TENHO VERGONHA! Sinceramente, como evangélico eu fiquei com vergonha daqueles meus "irmãozinhos" irem falar em nosso nome(evangélicos) e no de Deus (será que Deus pode estar envolvido em uma coisa dessas?) diante da imprensa nacional.



Po último, antes que eu me esqueça. Sabe da onde são os tais trinta cantores evangélicos? Acertou quem disse ligados a IURD (Igreja Universal). Pois é... Marcelo Crivela, Edir Macedo, Bispo Rodrigues... Todo interesse pelo bem de nossa querido Brasil, uma visão totalmente altruísta!



QUE VERGONHA!
enviada por Pastor Afonso



03/10/2006 14:18

O TOQUE





E eu fico pensando se a história daquele homem poderia ter sido assim:
... Durante cinco anos ninguém me tocou. Ninguém. Nem uma pessoa. Nem a minha esposa. Nem meus filhos. Nenhum de meus amigos. Ninguém me tocou. Eles apenas me viam. Falavam comigo. Eu podia sentir amor na voz dessas pessoas quando se dirigiam a mim. Podia ver a preocupação expressa em seus olhos. Porém, eu não podia sentir o toque delas. Não havia nenhum toque. Nenhuma vez se quer. Ninguém me tocava.
Eu desejava ardentemente algumas coisas que são comuns para você. Apertos de mãos. Calorosos abraços. Um tapinha nos ombros para chamar a minha atenção. Um beijo nos lábios para roubar um coração. Esses momentos foram arrancados de meu mundo. Ninguém me tocava. Ninguém acidentalmente esbarrava em mm. O que eu não teria dado para que alguém esbarrasse em mim, para que pudesse estar apertado em meio a uma multidão, para que o meu ombro roçasse o ombro de outra pessoa... Mas durante cinco anos isso não aconteceu. Como pôde ser isso? Não me era permitido caminhar livremente pelas ruas. Mesmo os rabinos mantinham distância de mim. Não me era permitido participar dos cultos na sinagoga. Não era bem-vindo nem ao menos em minha própria casa.
Eu era intocável. Era um leproso. E ninguém me tocava. Somente até o dia de hoje.
Certo ano, durante a colheita, percebi que estava mais fraco ao segurar a foice. As pontas de meus dedos haviam se tornado insensíveis, umas após outras. Em pouco tempo eu ainda podia segurar a ferramenta, porém, dificilmente senti-la. Ao final da estação, eu já não sentia nada. Era como se a mão segurando o cabo pudesse ser de outra pessoa — a capacidade de sentir se foi. Não disse nada a minha esposa, mas sabia que ela suspeitava de algo. Como é que ela não poderia suspeitar? Eu carregava a minha mão agarrada a meu corpo como um pássaro ferido.
Certa tarde mergulhei minhas mãos em uma bacia com água a fim de lavar meu rosto. A água tornou-se vermelha. Um de meus dedos estava sangrando, e sangrando livremente. Eu nem mesmo sabia que havia me ferido. Como será que me cortei? Com uma faca? Será que minha mão deslizou pela borda afiada de algum utensílio de metal? Deve ter sido isso, mas não senti nada.
“Sua roupa também ficou suja” minha esposa disse com voz meiga. Ela estava atrás de mim. Antes de olhar para ela, olhei para as manchas carmesins em meu manto. Parecia que era a vez em que mais me demorara diante de uma bacia, olhando para a minha mão. De alguma maneira, eu sabia que a minha vida estava sendo alterada para sempre.
Devo ir com você dizê-lo ao sacerdote? — ela perguntou.
— Não — suspirei profundamente irei só.
Voltando meu olhar para ela, contemplei as lágrimas em seus olhos. Em pé, a seu lado, estava a nossa filha de três anos de idade. Agachando-me, fitei atentamente o seu rosto e carinhosamente afaguei sua face, sem dizer sequer uma palavra. O que é que eu poderia dizer? Coloquei-me em pé e olhei de novo para a minha esposa. Ela tocou o meu ombro e a minha mão sã, e eu toquei as mãos dela. Seria o nosso toque final.
Cinco anos se passaram, e ninguém havia me tocado desde então, até hoje. O sacerdote não me tocou. Ele olhou para minha mão, agora envolta em um trapo. Olhou para o meu rosto, sob a sombra da tristeza. Eu nunca atribuí a ele culpa ou falta pelo que disse. Ele estava apenas fazendo conforme fora instruído. Cobriu sua boca e, estendendo sua mão com a palma para frente, disse-me: “Você está imundo”. Com apenas um pronunciamento, perdi minha família, minha fazenda, meu futuro, meus amigos.
Minha esposa encontrou-se comigo nos portões da cidade com um saco de roupas, com pão e algumas moedas. Ela não falava. Agora os amigos tinham compreendido. Aquilo que eu tinha visto nos olhos dela era uma antecipação do que passei a ver em cada olhar a partir de então: uma mistura de compaixão e medo. À medida que eu dava um passo para a frente, eles davam um passo na direção contrária. O horror que sentiam a respeito de minha doença era maior do que a sua preocupação pelos sentimentos do meu coração — então eles e todas as demais pessoas que vi a partir daquele momento davam um passo para trás.
Oh, que repulsa eu causava naqueles que me viam. Cinco anos de lepra deixaram minhas mãos torcidas. Já não tinha mais algumas das pontas de meus dedos, bem como porções de uma das orelhas e de meu nariz. Alguns pais, quando me viam, agarravam seus filhos. Mães cobriam as faces deles. Crianças apontavam para mim com olhos arregalados.
Os farrapos sobre meu corpo não podiam esconder as minhas feridas. Nem mesmo o pano envolto em meu rosto podia esconder a ira que havia em meu olhar. Eu nem mesmo procurava ocultá-la. Quantas noites agitei meus punhos aleijados em direção ao silencioso céu? “O que é que eu fiz para merecer isto?”. Mas nunca tive uma resposta.
Algumas pessoas pensavam que eu havia pecado. Outras pensavam que meus pais haviam pecado. Não sei. Tudo que sei é que à medida que o tempo passava aquilo tudo me cansava muito: dormindo na colônia para leprosos. Sentindo o mau cheiro. Sentia-me cansado do detestável sino que era obrigado a usar em volta de meu pescoço para alertar as pessoas sobre a minha presença. Como se isso fosse necessário. Bastava apenas um olhar e os gritos começavam:
“Imundo! Imundo! Imundo!”
Há várias semanas ousei caminhar pela estrada que leva à minha vila. Eu não tinha a intenção de entrar. O céu sabe que eu apenas queria olhar novamente os meus campos, contemplar o meu lar, e ver, quem sabe, a face de minha esposa. Eu não a vi. Porém, vi algumas crianças brincando em um gramado. Escondi-me atrás de uma árvore e fiquei observando como riam e pulavam. Suas faces eram tão alegres e seus sorrisos tão contagiantes que por um momento, um breve momento, senti-me como se não fosse mais um leproso. Senti-me como um fazendeiro, como um pai, como um homem. Inspirado na alegria delas saí detrás da árvore, coloquei-me em postura ereta, respirei profundamente e elas me viram. Antes que eu pudesse me esconder novamente, elas me viram. E gritaram Correndo, separaram-se. Contudo, uma delas demorou-se a seguir as outras. Fez uma pausa e olhou em minha direção. Não sei, e não posso afirmar, mas penso, realmente penso, que era a minha filha. E também não sei, não posso dizer com certeza, mas acho que estava procurando por seu pai.
Aquele olhar foi o que me fez dar este passo que dei hoje. Sem dúvida foi um passo arrojado. Arriscado, certamente. O que eu tinha a perder? Ele chama-se a si mesmo de Filho de Deus. Ele Ouvirá a minha queixa e me matará, ou aceitará a minha súplica e me curará. Estes eram os meus pensamentos. Aproximei-me dele de um jeito desafiador. Não movido por fé, mas por uma ira desesperadora. Deus havia permitido que uma calamidade alcançasse o meu corpo, e Ele era capaz tanto de curá-lo como de acabar com ele.
Eu o vi, e quando o vi; fui transformado. Você deve estar lembrado, sou um fazendeiro e não um poeta, então não sou capaz de encontrar palavras para descrever o que vi. Tudo que posso dizer é que as manhãs judaicas são tão refrescantes e o nascer do sol tão glorioso, que ao olhar para eles uma pessoa é capaz de se esquecer do calor do dia anterior e das feridas do passado. Quando olhei para a face dEle, vi um amanhecer judaico.
Antes que Ele falasse percebi que se importava comigo. De alguma maneira percebi que odiava esta doença tanto quanto —porém não mais que eu. Minha raiva foi transformada em confiança, e minha ira tornou-se esperança.
Por detrás de uma rocha, vi quando Ele desceu uma montanha. Uma multidão de pessoas o seguia. Quando estava a apenas alguns passos de mim, saí de traz da rocha.
“Mestre!”
Ele parou e olhou em minha direção, como também dezenas de outras pessoas. Senti como se uma torrente de medo corresse pela multidão. Braços se agitavam em frente a rostos assustados. Crianças escondiam-se rapidamente por detrás dos pais. “Imundo!’ Alguém gritou. Uma vez mais, eu não os culpo. Eu era com uma massa moribunda. Porém, eu mal podia ouvi-los ou vê-los. Já tinha presenciado o seu pânico milhares de vezes. Sua compaixão, contudo, nunca pude contemplar. Todos deram um passo para trás exceto Ele. Ele deu um passo em minha direção. Em minha direção.
Cinco anos atrás, minha esposa deu um passo em minha direção. Ela foi a última Pessoa a fazê-lo. Agora Ele o fez. Eu não me movi. Apenas disse: “Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo”. Se Ele tivesse me curado com uma palavra, eu teria me emocionado. Se Ele tivesse me curado através de uma oração, teria me alegrado. Mas Ele não ficou satisfeito por apenas falar comigo. Ele se aproximou, e me tocou. Há cinco anos minha esposa me tocou. Ninguém mais me tocara desde então. Até hoje.
“Quero”. Suas palavras foram tão amorosas quanto o seu toque. “Sê limpo!” Seu poder inundou o meu corpo como água através de um campo arado. Num instante, senti calor onde outrora havia entorpecimento. Senti força onde antes tinha atrofia. Minhas costas endireitaram-se e minha cabeça foi levantada. Se antes eu só conseguia enxergar as coisas –na altura de seu cinto, agora meus olhos contemplam sua face. Sua face sorridente.
Ele colocou as mãos sobre a minha face e trouxe-me para tão perto de si que eu podia sentir o calor de sua respiração e ver seus olhos úmidos. “Não a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho”.
Então é para lá que estou indo. Mostrar-me-ei ao meu sacerdote e o abraçarei. Mostrar-me-ei à minha esposa e a abraçarei. Tomarei minha filha em meus braços e a abraçarei. Nunca me esquecerei daquele que OUSOU tocar-me. Ele poderia ter me curado através de uma palavra. Mas Ele quis fazer mais do que me curar. Ele quis me honrar, dar-me dignidade para que eu tivesse um nome. Imagine isso... Indigno do toque humano, mas digno do toque de Deus.

Extraído do Livro de Max Lucado – “Simplesmente como Jesus”





Ao tocar naquele leproso Jesus quebrou alguns paradigmas de sua época que tem reflexo até hoje em nossos dias.
O leproso aproximou diante de Jesus com uma atitude de adoração e fé. Sua afirmação de “se quiseres” não é evidência de dúvida, mas de humilde submissão a vontade divina. Isto deve ter agradado profundamente a pessoa de Jesus. Que de prontidão respondeu sem pestanejar: “eu quero!”
De fato Jesus quer! Ele quer alcançar o perdido, curar o doente, restaurar o oprimido e levantar o caído. Ele quer tocar-nos nesta noite com a mesma , ou quem sabe até maior intensidade daquele dia registrado na região da galileia! Ao tocar no leproso Jesus provocou:


1. A quebra do preconceito –
Um leproso era alguém considerado imundo pela lei judaica. Medidas de prevenção deveriam ser tomadas com relação ao doente. A mais pesada era a completa separação deste do convívio da sociedade. Um leproso era obrigado a ir viver longe de comunidades sadias. Existiam cidades ou lugares refúgios para onde um doente de lepra era banido. Eles eram vistos como seres desprezíveis e pecadores, indignos de residirem juntos aos considerados sãos.
Jesus demonstra sua preocupação por este leproso, e apesar dos gritos de alerta de “imundo, imundo”, ele se aproxima e trava um dialogo com o moço. Mais do que um dialogo ele choca a todos, e provavelmente ao proprio enfermo ao tocá-lo. De fato, Jesus poderia tê-lo curado sem precisar de tocá-lo. Mas ele foi mais além em seu tratamento ele quebra o preconceito e o trata como igual.


2. A inclusão social
Ao tratar o leproso como igual, Jesus o inclui novamente a vida. Mais que curá-lo por fora, ele o cura por dentro ao restaurar a dignidade perdida. Veja bem, o Senhor do Universo imaculado toca o maculado pela lepra. Com isto Jesus demonstra claramente que aquele moço era alguém, uma pessoa com quem se preocupava de fato e de verdade. Jesus não era candidato a cargo político, nem almejava o reconhecimento de sua misericórdia pelos observadores que o seguiam, mas ele faz um gesto sincero e totalmente desprovido de segundas intenções. Tocar naquele moço era tão simples para ele como tocar em seus discípulos, ou abraçar a sua mãe. Mas se para Jesus talvez não fizesse tanta diferença o fato de tocar no leproso, para o leproso, pelo contrário, aquele toque significou em muito. Ao ser tocado ele percebeu que sua vida mudara completamente a partir dali.
Jesus é aquele que nos toca mesmo sendo nós pecadores. Ele nos toca mas não se contamina com nosso pecado, ao invés disto, Ele tira o nosso pecado e nos dá cura da alma e do corpo.


3. A prática da misericórdia
Ao curar e tocarno leproso, Jesus deixa claro que seu coração é tomado por completo de compaixão pelos excluídos e desamparados da sociedade. Quando este moço encontrou com Jesus talvez nunca tivesse imaginado que sairia dali de forma total e plenamente restaurado. Onde estava sua lepra? Desaparecera. E sua indignidade? Foi retirada pelo toque. O toque possui uma linguagem que comunica muito mais do que as palavras podem alcançar. Neste caso a linguagem de amor foi plenamente satisfeita.
enviada por Pastor Afonso



02/10/2006 10:47

LIVRE PARA SEMPRE (Mc 2.1-12)




E a história do paralítico poderia ter sido assim:

Trinta anos se passaram desde então, mas posso me recordar de tudo como se fosse hoje. Afinal naquele dia eu renascia para a vida, para minha família, para meus amigos, para Deus.
Antes daquele dia já haviam passado dez anos desde aquele fatídico acidente. A lembrança daquele episodio rondava minhas memórias. Éramos seis amigos inseparáveis. Desde a infância fomos criados praticamente juntos, vizinhos uns dos outros. Divertíamos muito nas ruas de Cafarnaum. Saímos para pescar, brincar, aprontar, fazer coisas que toda criança e adolescente gosta de fazer quando acha que sabe tudo, mas ainda não sabe nada. Íamos juntos também a sinagoga aprender a Tora e cumprir nosso papel de bons jovens judeus. Isto não tinha muita graça, mas nossos pais faziam questão de nos dar uma educação judaica, e portanto, lá íamos nós pra escola judaica.
Meus amigos, Tiago, Jonatas, Calebe, Samuel e José sempre me seguiam em nossas brincadeiras. Eu era uma espécie de líder e devido a minha coragem, ou tolice, eles deixavam que eu sempre liderasse ou tomasse a iniciativa das brincadeiras.
Mas naquele fim de tarde de uma sexta-feira de verão eu teria preferido nunca ter sido o líder do que ia acontecer. Afinal isto iria marcar a minha vida e a de Samuel para sempre.
Éramos seis adolescentes que estavam aprontando escondidos de nossos pais. Eu havia conseguido “tirar por empréstimo” um belo garrafão do bom vinho de meu pai. Apenas ele não sabia deste empréstimo. Fomos para o alto da colina, onde íamos costumeiramente nadar, contar piadas e se divertir. Ali havia uma queda D’água de cerca de 20 metros de altura. E nunca antes alguém havia feito à idiotice de saltar de lá, até aquele dia.
Depois de alguns goles de vinho, ou quem sabe de muitos goles. Eu desafiei aos meus amigos para saltar naquela cachoeira. O mais homem deveria me seguir. Eles não queriam. Eu insisti. Olhei para o que estava mais perto de mim e desafiei: -“vamos Samuel, coragem! Você é um homem ou um saco de batatas?” Eu sabia que Samuel não suportaria rejeitar tal convite, afinal de todos, ele era o que tinha o estopim mais curto.
Ele me respondeu: -“Claro, Judá, mas só se você for junto. Só se pularmos juntos no mesmo instante”. A turma, caiu na gargalhada. Eu achei que ninguém toparia o desafio, mas Samuel topou, e agora eu estava no meio da encrenca e não poderia refugar. O que eles diriam de mim?
Preparamos-nos, alinhamo-nos e quando Jonatas deu um forte assobio pulamos os dois para mergulharmos, eu no dia mais triste de minha vida, e Samuel no seu último dia de vida.
Com a força do impacto nas águas, eu e Samuel batemos forte em pedras que existiam no fundo do rio. Imediatamente senti minhas pernas adormecerem e comecei a me afogar. Os outros três amigos, Tiago, Calebe e José haviam ficado junto às margens do pequeno rio. Foi a minha sorte, ou o meu azar. Eles pularam na água e me puxaram. Estava consciente, apesar de não sentir as minhas pernas. Consciente o bastante para perceber que a água estava manchada de sangue, e que Samuel não havia subido a tona até então. Eles mergulharam de novo e conseguiram também puxar o Samuel. Mas este estava inconsciente. Inconsciente para sempre. Que tragédia, Samuel, um jovem de 17 anos, igual a mim, havia morrido ao bater sua fronte em uma pequena rocha sob as águas.
Quanto a mim, nunca mais pude andar até aquele dia em Cafarnaum. Meus pais tentaram de tudo. Levaram-me aos sacerdotes, procuraram os médicos da região. Mas o diagnóstico era terrível. Eu havia rompido uma das vértebras da coluna, e nunca mais iria andar. Mas o pior, era a dor da consciência. Eu me sentia totalmente responsável pela morte de Samuel. Preferiria ter morrido também. A partir daquele dia todos me olhavam com pena e ao mesmo tempo com desprezo. Os religiosos diziam a meus pais que eu era um pecador. Nossos vizinhos não conversavam mais com meus pais. Por algum tempo, meus outros amigos foram proibidos de conversar comigo. Mas isto foi por pouco tempo. Logo eles se encontrariam comigo novamente. Nossa amizade era muito forte, e eles, além de meus pais, foram os únicos a me perdoarem depois do acidente. Mas para mim isto não bastava. Mais do que voltar a andar eu desejava sentir, provar, ter a certeza do perdão de Deus. Há como queria me sentir perdoado e liberto daquele pesadelo que me atormentava todas as noites. Eu matei o Samuel. Com minha estupidez, com minha precipitação eu matei meu grande amigo.
Treze anos já haviam se passado desde então. Nossas vidas seguiam conforme se poderia imaginar. Nada de novo, eu era dependente de todos. Não poderia me casar, ter filhos, trabalhar, me auto-sustentar. Era um inválido. Um paralítico. Os únicos que me ajudavam eram meus quatro amigos: Calebe, José, Jonatas e Tiago. Sempre que eu queria sair, dar um volta, respirar um ar diferente. Lá estavam eles me carregando naquela maca, que havia se tornado o meu mundo. Mas tudo isto até aquele dia. Aquele maravilhoso dia.
Numa manha do verão judaico, havia chegado a noticia de um jovem, o mais recente morador de Cafarnaum. Um homem mais ou menos da minha idade. Mas ele era diferente. Alguns diziam que ele era especial. Ele era chamado de Messias, de Filho de Deus. Corria a noticia que ele havia curado perto dali um leproso. Uma cura sensacional, nunca jamais vista, feita daquela forma. Meus amigos vieram me animar: “Vamos, vamos até ele. Coragem!!, Vamos”.
Coragem era algo que eu havia deixado no fundo daquele rio. Depois de insistirem pensei: “que mal há, o que tenho a perder?”, “Vamos”, disse eu, “Já que insistem, vamos”.
Eles me levantaram pela maca e me conduziram até a casa daquele moço nazareno. Chegando na entrada de uma casa simples, nada diferente das outras casas da periferia, a não ser pela enorme multidão que estava dentro e fora do ambiente., ouvia muitos gritos de jubilo, de alegria. Uma alegria contagiante. Gritos de aleluia, de glória a Deus. As pessoas estavam tomadas de fé, algo sobrenatural estava acontecendo naquela casa, e eu..., eu não podia entrar. Primeiro, porque era prisioneiro de minha maca, segundo, porque uma grande multidão estava a nossa frente e transpor aquilo era impossível.
Mas quem tem amigos como eu tenho é uma pessoa bem-aventurada. Eles não desistiram de me apresentar ao Nazareno. As pessoas o chamavam de Jesus de Nazaré. Deram à volta comigo, e atrás da casa descobriram uma escada. “Eles são loucos” pensei comigo, mas o que e a loucura diante da fé? José e Calebe subiram primeiro, e pegaram a maca comigo pelas pontas. Jonatas e Tiago ficaram embaixo e sustentaram o meu peso empurrando para cima. Finalmente, depois de muito esforço e suor eu estava com meus amigos em cima do telhado. A operação “ver Jesus” estava na metade. Caminharam com cuidado por cima daquelas frágeis telhas. Até hoje fico pensando como é que o telhado agüentou todo aquele peso sem se romper. Acho que até nisto a mão de Deus estava nos ajudando. Eles pararam no centro do telhado e começaram a afastar algumas telhas. Logo, de cima, pude ver que Jesus estava pregando bem abaixo de nós. Ele, junto com a multidão, de dentro da casa olhou para cima. Não sei o que se passou na mente dele neste momento, só sei que respirei fundo e amarrado pelas cordas na minha maca fui sendo abaixado progressivamente até chegar ao chão. À medida que era abaixado, lágrimas desciam também em minha face. A lembrança de Samuel e do dia de minha tragédia era tão forte em minha mente. Vários pensamentos vieram a minha mente: “Será que sou digno de estar na presença dele?” , “Sou um pecador, meu Deus, estou perdido!”
Quando cheguei ao solo, contemplei a sua face e ela não me parecia séria nem carrancuda, da mesma maneira que era as dos mestres fariseus. Mas, pelo contrário, sua face irradiava um doce sorriso de alguém que parece estar inebriado de amor. Não vi nenhuma condenação dele. Nenhum gesto de repúdio. Quem lhe contou o meu caso? Como ele poderia saber o que se passava em minha consciência, quando me disse firme e decididamente: “os teus pecados estão perdoados”? Ninguém poderia tê-lo dito. Ninguém! Somente alguém vindo de Deus, ou o próprio Deus poderia saber de meu tormento. Como aquelas palavras penetraram nos meus ouvidos e atingiram o centro de minha alma! Após ouvir isto fui tomado de uma fé tremenda, e realmente cri naquele perdão. Cri a tal ponto que de mim caiu um peso enorme e me sentia muito mais leve.
Mas não parou por aí. Se tivesse parado ainda sim eu estaria feliz, leve, perdoado, liberto de meu pesadelo. Mas ele ousou mais. Ao perceber os pensamentos que pairavam na mente dos mestres fariseus ele surpreendeu todos, e a mim ao dizer: “para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados, eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e anda”. De repente estas palavras tomaram forma dentro de mim como uma energia que não podia controlar. Senti meus ossos estralarem, minha coluna chegando-se no lugar. Senti a vértebra quebrada sendo soldada por um poder enorme. Meus nervos atrofiados se soltando. Os músculos enrijecendo, e quando me dei por conta, sem explicação, simplesmente estava de pé, chorando. Choro não de tristeza, nem de dor. Mas de júbilo, de alegria no Espírito, de alguém que tinha absoluta certeza de que a vida a partir dali, de fato, começara e nunca mais seria a mesma.
Hoje, sou velho, mas me recordo plenamente do gesto de meus amigos, da coragem daquele grupo de rapazes, que desta vez fizera a coisa certa. Recordo-me do doce olhar de Jesus e de suas palavras de mel. Desde aquele dia propus-me a segui-lo e crer em seu nome. Hoje sou realizado e pleno de bênçãos porque um dia fui apresentado, introduzido à presença do Rei.
Já se passaram trinta anos desde então, mas posso me recordar de tudo como se fosse hoje. Afinal naquele dia eu renascia para a vida, para minha família, para meus amigos, para Deus.

enviada por Pastor Afonso



29/09/2006 10:28

POR QUE TANTOS "EVANGÉLICOS" SANGUESSUGAS?

O escândalo apelidado de "sanguessuga" por si só é chocante para todo cidadão de bem de nossa nação. Se não bastassem os "mensaleiros", "dólar na cueca", "valerioduto", "vampiros", agora temos que conviver diariamente na mídia com mais esta triste e real descoberta: parlamentares aprovavam emendas superfaturadas para compra de ambulâncias, a uma empresa que vencia as licitações previamente arrumadas, e recebiam em troca gordas propinas. Mas, o que mais nos choca é que dentro desta centena de políticos corruptos descobertos, cerca de quase 1/3 pertencem à chamada bancada "evangélica". Destes gatunos, dez parlamentares pertencem aos quadros da Igreja Universal do Reino de Deus, nove são membros da Igreja Assembléia de Deus e outros quatro “congregam” em outras igrejas também ditas evangélicas. Teve “espertalhão” que recebeu até um templo novinho em folha como pagamento de seus belos serviços prestados a nação. Deus seja louvado (será?!?)!!!! Aleluia!!!!

Todos estes "irmãos" foram eleitos com apoio de igrejas evangélicas. Alguns destes exercendo o oficio pastoral. Muito triste. Pobre evangelicalismo tupiniquim.

Mas de quem é a culpa por estes "vocacionados" estarem em Brasília e aprontado esta vergonha nacional?

A culpa é nossa mesmo! Deveríamos todos sermos devidamente processados e presos. Somo os CULPADOS!!!

Nós, eleitores, e formadores de opinião, somos culpados!

Culpados por negligência. Por não preparar melhor nosso rebanho.

Culpados por permitir que chavões do "evangeliquês" político tenham entranhado em nossas igrejas. Coisas ridículas do tipo:"crente vota em crente". Ou, pior: "Deus precisa de gente crente no congresso, vote no irmão fulano de tal". Com esta capa falsa de avivamento à brasileira, nós deixamos e preterimos pessoas vocacionadas de fato e competentes, para colocarmos os manipuladores de massa e sensacionalistas dentro do congresso.

Sinceramente, não tenho muita esperança que as coisas vão mudar nesta eleição. Acho que a maioria destes voltam pelo voto democrático, porém burro de uma nação de analfabetos políticos. E voltam mais revestidos ainda de “cara-de-pau” e "autoridade". Um destes sanguessugas teve até defensor em horário nacional, dizendo que o “irmão” foi vitima de ingenuidade. Coitadinho, “santa inocência Batmam”! Afinal, estes pobres indefesos políticos evangélicos têm discursado em suas igrejas dizendo que todas estas denúncias não passam de ataques do "demônio" e eles, pobrezinhos, são vítimas de “forças ocultas” que operam em Brasília.

O pior, é que o povo sem conhecimento perece, acredita e elege tais picaretas.



"O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento". Oseías 4.6


enviada por Pastor Afonso



01/06/2006 09:58
".

Transferência de Culpa





Recentemente o papa Bento XVI em visita a Polônia deu uma declaração sobre a segunda guerra mundial que vitimou mais de 6 milhões de judeus, na sua grande maioria de poloneses. Em sua declaração o papa perguntou "onde estava Deus ao permitir tamanha matança?"

Interessante como autoridades eclesiásticas e politicas sempre tendem a transferir a culpa a outros.
Fugir da responsabilidade se tornou hábito humano desde a queda de Adão, quando este disse que a culpa era da "mulher que tu me destes".

Antes de Bento XVI perguntar onde estava Deus, por que não pergunta a si mesmo, como chefe maior da ICAR,onde é que estava a igreja católica romana? Por que não pergunta o motivo do silêncio católico diante do nazismo de Hitler e do facismo de Mussolini.

Nós também devemos perguntar por questão de justiça, onde estava a Igreja Protestante da Alemanhã que também ficou em silêncio, com algumas raras exceções, diante da injustiça e perseguição aos judeus e classes minoritária.
Talvez se o papa conseguir responder a questão proposta, quem sabe Deus não possa responder onde ele estava. Porque certamente os olhos do Senhor não estavam fechados e nada escapou do seu olhar. Quanto ao olhar da igreja... "tem pai que é cego (surdo e mudo).
enviada por Pastor Afonso



01/06/2006 09:41


Ninguém merece!




Se perguntarem a maioria dos brasileiros, com um pouquinho de inteligência e bom senso, qual foi a maior decepção ocorrida no Brasil nestes ultimos 4 anos, acredito que a maior parte das respostas deverá ser a frustração com o PT e o presidente "não sei de nada" Lula da Silva.

Nunca se viu antes na história politica brasileira tamanho lamaçal de corrupção que atingiu a todos os setores da vida pública, em especial os politicos de brasilia, corrompidos por aquele que se dizia o governo da ética e moralidade.

Não sou petista, não sou filiado nem simpático a nenhum partido, apesar de ser eleitor e votar em todas as eleições desde os meus 18 anos, entretanto assim como milhões que não votaram em Lula e outros milhões que votaram nele, estou decepcionado, não surpreendido, mas decepcionado e com cara de palhaço.

Mas o mais impressionante de tudo é que após ó inquerito aberto pela Policia Federal, e denúncia apresentado pelo ministério publico federal contra os 40 ladrões de Lula, o petista ainda consegue aparecer disparado na preferência do eleitorado, segundo pesquisas de opinião pública. E por quê?

Primeiro, porque a maioria de seus eleitores é gente humilde, simples, analfabeta, sem recursos, sem direito a TV, jornal, revista, alheios aos fatos ocorridos, e seduzidos pelo famigerado bolsa família que não resolve problema nenhum de miséria, apenas atenua e perpetua a pobreza. Entendem que Lula por ser nordestino, vindo do povo, é inocente, é vitima de perseguição e por isto ainda estão ao lado do presidente.




Esta mesma massa, na sua grande maioria do nordeste, foi criada por politicos do passado que não investiram em infraestrutura, educação, saude e emprego e assim criaram uma massa de pessoas simples, faceis de serem manipulada. Agora estamos todos colhendo este governo, pelo descaso em relação a este povo que merece melhor sorte e dignidade.

Segundo lugar, porque carecemos de personalidade politica confiavel e de carisma.

Estamos em crise de homens bons administradores. Falta-nos um JK, um Tancredo Neves, um Getulio Vargas, um Brizola, que mesmo com todos os defeitos eram homens integros(até que se prove o contrário)e vocacionados.

Olhamos para o cenário político atual e não encontramos ninguém que nos entusiasme. Assim Lula poderá ser reeleito por ignorância e falta de adversário.

Pobre de nós, pobre Brasil.

A igreja só resta orar, orar e orar...

Quem sabe Deus não intervém com misericórdia e cura nossa nação. Vamos orar...
enviada por Pastor Afonso






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